Na ânsia de continuidade: filhos.
Na ânsia de explicações: ciência e religiões.
Na ânsia de regras: medos.
Na ânsia de mais: exagero.
Sociedade composta de homens,
ilimitados em suas invenções,
topo da cadeia alimentar graças a elas.
Se diz pensante, se diz lógico.
Não há outro ser que diz não ao instinto,
Podemos ser conscientemente do contra
E isso aparentemente não nos é perigoso.
A insalubridade é tão mais doce.
Negue aquilo que seu corpo pede
Assim provará ser de fato uma criatura racional.
(Jéssica.)
Um comentário:
Há algum tempo não acesso meu blog. Ele anda parado para manutenção e novas criações para um outro blog, digamos assim. Mas hoje, dia em que fico um ano mais velho, resolvi dar uma passada por ele e vi o seu recado. Primeiramente, muito agradeço pelas palavras. Não sei o que você quis dizer com "verborragia", mas isso não vem ao caso. Quanto ao seu poema, ele me parece conciso, certeiro em suas intenções. Se o ser humano renegar os instintos do corpo, deixará de ser humano para se tornar algo como um notebook ou coisa que o valha. Como disse Sartre, a existência precede a essência, sendo que se formos buscar alguma causa última para sermos quem somos, seja na racionalidade ou na emotividade, por exemplo, iremos pautar nossa vida a partir de pressupostos completamente disparatados daquilo tudo que ainda temos por viver na indecisão dos dias. Logo, é no conflito que repousa nossa razão, é no paradoxo que se acumula a possibilidade da nossa felicidade. Longe disso, apenas canteiros de ilusão nos invadem, relegando ao peito um bater compassado demais para a nossa natureza incerta e invariavelmente finita. Parabéns pelo blog. Um grande abraço, Eduardo.
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