Certa vez, eis que alguém parou para analisar o comportamento humano, e por incrível que pareça, chegou a uma conclusão: nascemos sem pedir para nascer, somos ensinados a seguir o que dizem ser certo, vivemos e finalmente envelhemos para finalmente descansar. Descansar?
Aquele senhor, aquele simples e simpático homem, que já foi uma criança, brincou pelas ruas da sua cidade, teve amigos, uma boa criação, entretanto perdeu os pais ainda jovem. Jovem... Era um garoto esperto, estudava e trabalhava, trabalhava muito. As coisas evoluem (ou recridem, depende muito do ângulo que se escolhe para analisar) e tal garoto tornou-se um homem, casou-se. Continuou a trabalhar, o seu suor sustentava uma família, sua família.
Aquele senhor, aquela figura que hoje para muitos transmite uma ideia de incapacidade e de inutilidade, já fez muito e fez bem feito. Ele não sustentava apenas sua família, mas uma nação inteira, ele juntamente com toda uma população dita ativa.
População ativa? Quanta imbecilidade. Somos considerados gente apenas enquanto produzimos? Apenas enquanto damos lucro? Parece que sim, a realidade neste caso parece que não segue uma lógica humanística, mas uma comercial.
Aquele senhor cujo os filhos parecem vê-lo como um estorvo, representa a clássica imagem do descaso para com aqueles que já viveram muito e tem muito para ensinar. Um ser humano que lutou para sobreviver e criar sua família, que trabalhou, pagou impostos, para que agora, finalmente agora, pudesse ter uma vida sossegada, uma velhice tranquila, entretanto lá está aquele senhor: num asilo, muitas vezes esquecido, em péssimas condições, mas há um estatuto! Uma salvação.
Sim, há uma salvação. Ela sempre habita o âmago do problema, basta encarar a questão que descobrimos uma solução. Há leis que ampara e protege o idoso, mas existe um pequeno porém, sem colocá-las verdadeiramente em prática, não na forma de punição, mas na forma de educação, não há razão para que elas existam.
Numa sociedade que renega suas bases, tudo é frágil, tudo é superficial, recente, sem experiências. Aquele senhor que tanto cuidou, hoje merece ser cuidado e mais do que isso, ele tem que ser ouvido. A solução efetiva está na forma como cada ser trata seu alheio. Analisar as mazelas humanas é algo árduo, compreender como muitos de nos desmerecem aquele que um dia nos ensinou a andar. Estamos longe de nos entender ou tão próximos que fugimos da resposta.
(Jéssica.)
(Jéssica.)
2 comentários:
ah meu os velhinhos deveriam ser colocados numa caixinha. rs.
É, exatamente,
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