domingo, 1 de novembro de 2009

Paz, guerra.


Da onde vem a paz? Onde surgiu a guerra? Quem inventou as indagações?
Perguntas se formam e se dissolvem com os acontecimentos e sensações. Pessoas surgem e esclarecem. Pessoas surgem e confundem. Pessoas surgem e encantam. Envoltos num amontoado de sucetivos fatos corriqueiros ou surpreendentes há pessoas a caminhar. Pensar. Driblar. Desejar. Querer. Indagar.
Não aceitar algo como verdade requer coragem, requer dúvidas, disposição para discutir e se permitir conhecer facetas desconhecidas, surreais. Permitir-se é encarar a totalidade como um grande delírio e ir desvendando cada devaneio como algo novo e incrivelmente esclarecedor. Sonhos que trazem consigo vontades, vontades que produzem taquicardias tão sublimes, lágrimas que trazem consigo soluços oprimidos pelo desconhecido.
Paz, paz descobre-se ao abraçar, naquele abraço onde cheiro e tato se misturam e no qual o silêncio é tombado pela respiração. Paz, paz descobre-se ao conversar e compartilhar algumas indagações, ao inventar indagações e buscar respostas durante a conversa, e por mais que tal questão não seja sanada, encontrar na dúvida um encantamento. Paz, paz descobre-se na ausência de resposta, quando o sim ou o não, a realidade ou o surreal coexistem não interferindo naquilo que se sente. Paz, paz simplesmente se descobre, sente, tenta expor numa sequência lógica de pensamentos.
Guerra, guerra descobre-se na imposição de ideias, na falta de descobertas, na ausência de encanto, quanto o todo se torna rotineiro, quando os calafrios são de tédio. Guerra, guerra descobre-se na preocupação, quando o sim ou o não fazem toda a diferença, quando uma ação involuntária traz consequências incoerentes, tornando as questões sufocantes.
Guerra, paz, um monte de perguntas, pessoas. Sensações mescladas de sentimento que surgem trazendo tantas questões, tanta paz, tanta guerra. Pessoas tão suscetíveis a equívocos se permitindo e ao se permitir, errando. Entretanto, no meio dessas pessoas e questões, talvez, de um modo muito singelo, num colo, descubra-se a paz e sem perceber desperta-se a guerra.
(Jéssica.)

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