Questões que
formam e dissipam, quase sempre sem uma resposta satisfatória o suficiente.
Hoje, mãos gélidas escrevem nesta folha de rascunho sem se importar muito com a
caligrafia e enquanto estas se põem a escrever, uma nobre pessoa começa a
pensar nas peripécias que pode descrever de modo a encantar quem por um acaso
parar para ler tais orações que interligadas buscam traduzir uma ideia, um
objeto, um fenômeno, uma cena, um eu, um outro.
A busca por um assunto é
delimitante, mas escrever aleatoriamente torna o autor um tanto quanto vago.
Mas depois de reler o tópico frasal desse possível texto, nota-se que este não
terá um tema muito coerente ou coeso ou objetivo. É a arte pela arte, é a arte
isenta de funcionalidade, é o poema sem rima, é a pintura sem contorno, é a
reportagem sem o fato.
Extremidades
geladas e o movimento de deslizar o lápis sobre o papel não é suficiente para
agitar a corrente sanguínea e esquentar as pontas dos dedos. É mentira o
chavão: “mãos frias coração quente”. Um coração bem aquecido tem uma mão
alheia para entrelaçar com as suas e assim compartilhar calor. Atritar. É o
atrito que mantém um coração quente.
Uma nova interrogação se forma e não
se sabe quanto tempo demorará para se dissolver no éter desse universo.
Paredes brancas dão uma notável sensação de que o ambiente é maior do que de
fato é, ilusões, somente ilusões, as dimensões são as mesmas. Como terminar
essa obra de maneira triunfal? Tem mais questões surgindo e outras tantas
simplesmente sumindo; uma música berrada tocando, gutural suavemente
estrondoso, uma guitarra já manjada e uma bateria alucinada. Guerra de todos
contra todos, sem muito mais o que dizer, não saber quem está certo é
intrigante: eu ou você, manter a dúvida é crucial em certas circunstâncias, não
saber se essa é a circunstância é desesperador. Mas perante a juventude há
tempo.
Deixar
esse escrito sem começo claro com um final obscuro é um tanto estranho, não é o
pretendido. Como não houve no decorrer dessas linhas nada de muito conclusivo
não cabe ao último parágrafo concluir nada. Portanto esse texto chega ao seu
fim simplesmente por terminar e o ponto final, neste caso, vem sem muita
pretensão.
(Jéssica.)
P.S.: texto antigo e esquecido, estava escondido, mas eu o trouxe à tona.
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