segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ponto final.

Questões que formam e dissipam, quase sempre sem uma resposta satisfatória o suficiente. Hoje, mãos gélidas escrevem nesta folha de rascunho sem se importar muito com a caligrafia e enquanto estas se põem a escrever, uma nobre pessoa começa a pensar nas peripécias que pode descrever de modo a encantar quem por um acaso parar para ler tais orações que interligadas buscam traduzir uma ideia, um objeto, um fenômeno, uma cena, um eu, um outro.
A busca por um assunto é delimitante, mas escrever aleatoriamente torna o autor um tanto quanto vago. Mas depois de reler o tópico frasal desse possível texto, nota-se que este não terá um tema muito coerente ou coeso ou objetivo. É a arte pela arte, é a arte isenta de funcionalidade, é o poema sem rima, é a pintura sem contorno, é a reportagem sem o fato.
Extremidades geladas e o movimento de deslizar o lápis sobre o papel não é suficiente para agitar a corrente sanguínea e esquentar as pontas dos dedos. É mentira o chavão:  “mãos frias coração quente”. Um coração bem aquecido tem uma mão alheia para entrelaçar com as suas e assim compartilhar calor. Atritar. É o atrito que mantém um coração quente.
Uma nova interrogação se forma e não se sabe quanto tempo demorará para se dissolver no éter desse universo. Paredes brancas dão uma notável sensação de que o ambiente é maior do que de fato é, ilusões, somente ilusões, as dimensões são as mesmas. Como terminar essa obra de maneira triunfal? Tem mais questões surgindo e outras tantas simplesmente sumindo; uma música berrada tocando, gutural suavemente estrondoso, uma guitarra já manjada e uma bateria alucinada. Guerra de todos contra todos, sem muito mais o que dizer, não saber quem está certo é intrigante: eu ou você, manter a dúvida é crucial em certas circunstâncias, não saber se essa é a circunstância é desesperador. Mas perante a juventude há tempo.
Deixar esse escrito sem começo claro com um final obscuro é um tanto estranho, não é o pretendido. Como não houve no decorrer dessas linhas nada de muito conclusivo não cabe ao último parágrafo concluir nada. Portanto esse texto chega ao seu fim simplesmente por terminar e o ponto final, neste caso, vem sem muita pretensão.
(Jéssica.)


P.S.: texto antigo e esquecido, estava escondido, mas eu o trouxe à tona.

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