Escrevo aqui como se nada me controlasse, deixo fluir o que se passa na minha mente tão confusa, uma mente repleta de dúvidas. De fato são dúvidas, não sou uma pessoa bem resolvida mentalmente. Aliás, pessoas bem resolvidas, com uma mente muito concreta e cheia de verdades, me irritam profundamente.
Tenho sede. Tenho fome. Quero carne. Pessoas são tão instigantes, diria até que são legais, mas quando se analisa em massa nota-se que tudo é absurdamente previsível. Mas isso não vem ao caso. É difícil agradar pessoas. É difícil respeitá-las. É difícil compreendê-las em certos pontos. Falam uma coisa, agem de maneira oposta. Querem luxúria, mas saturam o sexo de tabus e dogmas incompreensíveis. Querem contar, mas guardam para si suas infâmias. Querem correr ao mar, mas recuam para não estragar o cabelo. Querem liberdade, mas se rendem a ignorância ou ao mísero medo ou a insignificante sensação de estabilidade. Estável...
Queria sair correndo pelada, mas sou mais uma no meio de tantas e tantos que sei lá. Desejam, mas não se saciam. O que me sacia? Não sei, não me saciei ainda. Quando me saciar ou minha paciência se extinguir deixo esse mundo, digamos que, um pouco menos gostoso. Sim, menos gostoso.
Há pessoas que embelezam esse mundo de uma forma tão supimpa que eu deixo um sorriso se estampar no meu rosto quando me lembro delas, sim, eu conheço pessoas belas. Beleza é fundamental. Encanta. Deslumbra. O que é beleza? Olho a minha volta, o que me chama atenção, o que é prioridade, quais minhas preferências (preferência é bem diferente de preconceito). Tenho sorte nesse aspecto. Aliás, colocando tudo numa balança, desconsiderando a margem de erro, eu sou uma pessoa que segundo os preceitos da nossa atual sociedade deveria ser estupendamente feliz. Mas é que reclamo de barriga cheia mesmo. A minha está cheia, mas e a dos outros? Não gosto de muita coisa que vejo. Que sinto. Que ouço. Seria hipocrisia? Tenho pai e mãe, dois irmãos, roupas, casa, cama, colchão, nada no quesito material me falta. Não sou plena. O tempo me angustia, convenção maldita. Moralismo me angustia, julgamentos malditos. Regras me angustiam, limites malditos (quando a regra tende a 0, o mundo tende a liberdade de expressão, de amor, de desejos, de sonhos, mas essa função está se mostrando descontínua, onde regra = 0 é utopia). Muitas coisas ditas ilegais fazem meus olhos brilharem, ilegalidade maldita.
Assim meus pensamentos "deslizam como quiabo na boca de véia banguela", imagens se formam na minha mente, extravazo na forma de gargalhadas ou num choro solitário em um local onde eu esteja invisível aos olhos daqueles que jogam pedra como se a infeliz marginal que não merecesse respeito fosse eu. Talvez seja. Mas apontar é cômodo. Como é.
Assim as coisas se desenrolam ou se enrolam mais ainda. É. Corram. Gripe das Capivaras radioativas está ao seu lado. Búh.
(Jéssica.)Tenho sede. Tenho fome. Quero carne. Pessoas são tão instigantes, diria até que são legais, mas quando se analisa em massa nota-se que tudo é absurdamente previsível. Mas isso não vem ao caso. É difícil agradar pessoas. É difícil respeitá-las. É difícil compreendê-las em certos pontos. Falam uma coisa, agem de maneira oposta. Querem luxúria, mas saturam o sexo de tabus e dogmas incompreensíveis. Querem contar, mas guardam para si suas infâmias. Querem correr ao mar, mas recuam para não estragar o cabelo. Querem liberdade, mas se rendem a ignorância ou ao mísero medo ou a insignificante sensação de estabilidade. Estável...
Queria sair correndo pelada, mas sou mais uma no meio de tantas e tantos que sei lá. Desejam, mas não se saciam. O que me sacia? Não sei, não me saciei ainda. Quando me saciar ou minha paciência se extinguir deixo esse mundo, digamos que, um pouco menos gostoso. Sim, menos gostoso.
Há pessoas que embelezam esse mundo de uma forma tão supimpa que eu deixo um sorriso se estampar no meu rosto quando me lembro delas, sim, eu conheço pessoas belas. Beleza é fundamental. Encanta. Deslumbra. O que é beleza? Olho a minha volta, o que me chama atenção, o que é prioridade, quais minhas preferências (preferência é bem diferente de preconceito). Tenho sorte nesse aspecto. Aliás, colocando tudo numa balança, desconsiderando a margem de erro, eu sou uma pessoa que segundo os preceitos da nossa atual sociedade deveria ser estupendamente feliz. Mas é que reclamo de barriga cheia mesmo. A minha está cheia, mas e a dos outros? Não gosto de muita coisa que vejo. Que sinto. Que ouço. Seria hipocrisia? Tenho pai e mãe, dois irmãos, roupas, casa, cama, colchão, nada no quesito material me falta. Não sou plena. O tempo me angustia, convenção maldita. Moralismo me angustia, julgamentos malditos. Regras me angustiam, limites malditos (quando a regra tende a 0, o mundo tende a liberdade de expressão, de amor, de desejos, de sonhos, mas essa função está se mostrando descontínua, onde regra = 0 é utopia). Muitas coisas ditas ilegais fazem meus olhos brilharem, ilegalidade maldita.
Assim meus pensamentos "deslizam como quiabo na boca de véia banguela", imagens se formam na minha mente, extravazo na forma de gargalhadas ou num choro solitário em um local onde eu esteja invisível aos olhos daqueles que jogam pedra como se a infeliz marginal que não merecesse respeito fosse eu. Talvez seja. Mas apontar é cômodo. Como é.
Assim as coisas se desenrolam ou se enrolam mais ainda. É. Corram. Gripe das Capivaras radioativas está ao seu lado. Búh.
Um comentário:
ai ai...
vc me faz pensar de forma egoista GG...
vc me faz qrer que vc nunk se sacie...
um mundo sem vc ja não seria um mundo tão bonito...
ja não seria um mundo em que eu gostaria de viver...
vc ilumina minhas idéias de tal maneira que eu fique dependente de vc...
mas que saco hein?!
leia meu próximo post...
;D
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