domingo, 20 de julho de 2008

Fiéis herdeiros do medo.

"Tudo o que é desordem, revolta e caos me interessa; e particularmente as atividades que parecem não ter nenhum sentido. Talvez sejam o caminho para a liberdade. A rebelião externa é o único modo de realizar a libertação interior".
(Jim Morrison.)

Queria ter o simples poder de realizar o que eu bem quisesse, sem ter medo. Maldito medo!
O medo trava, apavora, desvia.
Saber que possuo a vontade imensa de realizar atitudes, atos, palavras, entretanto temer as consequências. Consequências que muitas das vezes não possuem motivos para existir. Queria tantas coisas bobas, bestas para qualquer leigo. Só que são importantes, significam muito.
Medo...
Qual a sua finalidade?
Será que a precaução é mesmo o melhor remédio?
Tenho apenas uma vida, uma curta vida, que eu não sei onde termina, para experimentar, sentir o doce das mais saborosas frutas, para sentir o calor de um abraço amigo, para conversar longas horas sobre assuntos fúteis (por que não?), conhecer o tremor no corpo quando alguém amado se aproxima, sentir a brisa suave e fria, olhar e enxergar cada detalhe de tudo que nos rodeia.
Viver até os 100 anos? Apenas se eu puder fazer tudo o que vale a pena viver até essa idade. Caso contrário, não faço muita questão de habitar esse mundinho infecto...
(Jéssica.)

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