Coitada de mim que não sei como se faz um bom texto poético e que anda pela cidade buscando inspiração, todavia só vejo coisas tão óbvias que com o tempo, fluindo sempre em uma única direção (pelo menos no mundo macroscópio como conhecemos), trata de tornar tudo escrotamente opaco. É o preço que se paga por não buscar encantamento. Tornam-se vãs aquelas coisas que deveriam ser mágicas em sua estupenda inerência, como a dança do acasalamento dos porcos-espinhos.
Ao acordar tomo aquele banho de ironia e dali, do box do banheiro, local que pode ter um quê de fantasia erótica, preparo-me para um saudoso dia que vem com toda sua protuperância tornar estonteante a maravilha das inter e intraligações mundiais, negociações de modo a obter o menor prejuízo.
Sinto dizer a todos, não busquem o lucro, ele é apenas uma simplória concepção evolutiva e veementemente discutida entre os belíssimos cults marxistas e os sagazes elitistas, de modo a camuflar algo que é tão espontâneo. Igualando prejuízo a entropia, posso afirmar, dada a licença poética que esse enfadonho protótipo de texto surrealístico me fornece, que o prejuízo do universo sempre será maior que zero.
Minha linda humanidade, entramos numa viagem sem volta e buscar a remediação é blá-blá-blá para fazer neném nanar. E o que posso recomendar para todos aqueles que baseiam sua incrível vida na geração de uma outra, pensando que assim, através de seu filho manterá viva suas ânsias, é que não. Sinto muito, não o coloque aqui, você não sabe se ele quer passear nesse trem da alegria e ele pode vir a jogar isso na sua cara. Mas aqueles que querem procriar pagam o preço, sempre pagam, ou a vizinhança paga. Alguém paga esse prejuízo. Um exemplo desse fato é a criança berrando por qualquer futilidade num ambiente como um supermercado, a vizinhança paga! Santa irritação.
Conclui-se, portanto, que minha visão é fatalista e que o mundo vai acabar numa zona altamente entrópica e com muitos vácuos quânticos latejando para originar novamente tudo isso que nos é conhecido. Grata.
(Jéssica.)
