quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quando não há lucidez surge isso.


Um grito de redenção.
Uma gotícula de suor percorre cada contorno indevido de seu corpo.
Só admiram, nem notam.
Arte surreal, num grito tão singelo.
Lábios como maçã, árvore da ciência do bem e do mal.
Eternidade transformada em pouco tempo.
Muito pouco tempo.
Acaba.
E as asas atrofiam. Lamarck já dizia.
Desejou voar, pecou.
Um grito de misericórdia.
(Jéssica.)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Imperativo.


Usa-se em imensa concentração o imperativo.
Jura-se até por em risco uma garganta.
Quantas falácias há em uma pequena oração?
Versos profundos, repletos de preciosismo linguistico.
Ideias contratitórias sem um porquê explícito.
Que chegue o momento em que a era alucinógica impere.
Ela sim impere.
Não os verbos no imperativo.
Por enquanto sem mais.
Amem!
(Jéssica.)